Veja
o Massacre dos Golfinhos Promovido Pelo Japão: The Cove,
O Segredo Foi Revelado
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Mamíferos Marinhos:
Golfinho (Delphinus
Delphis)
Os golfinhos são
mamíferos, e como mamíferos, pertencem, portanto, à mesma ordem de
animais que nós. Isso
significa que sentem frio pois possuem sangue quente e
amamentam seus filhotes com leite, ou seja, mamam
exatamente como nós. Possuem uma camada de gordura
espessa sobre a pele para protegê-los das variações de
temperatura. Não bebem água doce pois vivem no
mar onde só há água salgada. Por isso mesmo, hidratam-se através dos
peixes que ingerem. A respiração do golfinho não se dá
por guelras como nos peixes, mas por pulmões, exatamente
como nós. Esta respiração é voluntária, ao contrário da
nossa, que é involuntária; por isso mesmo, quando ficam
em estado de estresse, como presos em redes ou acuados,
param de respirar e podem se afogar com facilidade. O cérebro do golfinho em relação ao
tamanho do corpo, é bem maior que o cérebro humano e possui
muito mais circunvoluções e entranhas. Alguns estudiosos atribuem
isto ao fato de serem mais desenvolvidos e inteligentes que
nós da espécie
humana (mesmo porque possuem mais de 60 milhões de anos
de evolução e nós, apenas 2,5); outros ainda, entendem
que tais circunvoluções existiriam pelo fato de possuírem um sonar.
É exatamente através deste sonar que localizam, mesmo à
noite, no escuro, os peixes embaixo d'água e o ambiente
ao redor. Um golfinho
de olhos vendados consegue "enxergar" tudo a
sua voltar,
duplicando o ambiente real numa imagem em terceira dimensão,
composta dentro do cérebro. A câmara deste sonar é o que
se chama de melão; é aquela cabeça/testa protuberante do
golfinho. Golfinhos são muito amorosos e fazem amor quando
bem entendem, exatamente como os seres
humanos, ou seja; não ficam restritos à um determinado
período de acasalamento. Os olhos do golfinho possuem pupilas na forma
da letra "U", o que faz com que possam enxergar com perfeição
ao mesmo tempo, tanto dentro como fora d'água, faculdade que os humanos não
possuem,
pois qualquer um que mergulhe sem óculos de mergulho
(onde há um espaço de ar entre o vidro e os olhos),
enxergará tudo embaçado. É fato já comprovado, possuírem uma
linguagem própria, a qual está ainda sendo pesquisada e
estudada. Já foram realizados experimentos sendo que os
resultados demonstraram que os golfinhos reconhecem
números, operações aritméticas
e gramática. Já foram cruelmente usados por cientistas
inescrupulosos em experiências vergonhosas e também nas guerras;
eram treinados pelos americanos e russos para levarem
minas e colocarem-nas em submarinos e barcos inimigos.
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Itália - afresco etrusco |
Grécia - Casa
dos Golfinhos |
afresco da
antiguidade |
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pescadores e os
golfinhos |
no Museu da Ilha de
Delos |
mergulho no oceano
eterno |
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A despeito da
crueldade inerente ao ser humano, os golfinhos sempre
foram amigos de nossa espécie, estando presentes na
vida da humanidade, desde os primórdios, passando pelos
tempos da Grécia e de Roma até os dias atuais. Na
antiguidade, o golfinho
sempre foi considerado sagrado. Um texto Caldeu diz o
seguinte: "...e os homens da terra jamais foram dignos
do amor que lhes deram seus irmãos de sangue das
profundezas marinhas". O poeta da antiguidade,
Oppiano
escreveu: "Mas os golfinhos não esqueceram que já foram
homens e mesmo em sua alma inconsciente, guardam
esta lembrança". Na Grécia antiga, um hino
atribuído à Homero recorda que Apolo, deus do Olimpo e filho de Zeus,
logo após seu nascimento na ilha sagrada de Delos, no
Mar Egeu, teria se transformado num golfinho e nadado
desde a ilha até o local que ficou conhecido como Delfos.
Apolo ali chegando eliminou as divindades
subterrâneas, matando a flechadas a serpente Piton,
substituindo-a e transmitindo
desde então seus oráculos através da sacerdotisa chamada de Pítia,
mais tarde conhecida como Sibila Délfica.
É sabido que em Nápoles,
na Itália, também na
Antiguidade, um menino atravessava a
nado a baía do local, todos os dias, para ir à escola.
Era acompanhado diariamente
por um golfinho com o qual fez profunda amizade. Certo
dia, acometido por um mal, o menino veio a falecer.
Quantos não viram o golfinho procurando por ele em
desespero, o qual, depois de certo tempo, foi encontrado
morto! A iconografia Cristã, identificou o
golfinho ao Cristo, entregando-se e sacrificando-se todos os dias pelos
homens. O escritor Francês, Jean de la Fontaine, em uma de suas fábulas, O
Símio e o Golfinho (Le Singe et le Dauphin), escreveu:
"Um navio...naufragou não muito longe de Atenas. Sem os
golfinhos tudo teria se perdido. Este animal é um grande
amigo de nossa espécie: em sua História, Plínio recorda...é necessário crer. Ele salvou tudo o que pôde."
Golfinhos desgarrados ou banidos de
seus bandos, são criaturas fragilizadas que procuram
amizade e aproximação com os homens. Na Espanha, o
oceanógrafo Francês Jacques Cousteau, em pessoa, filmou a
historia de uma fêmea de golfinho chamada Nina, que
sempre acompanhava um mergulhador nas costas do Mar
Mediterrâneo. Há relatos até mesmo bizarros como a
história de uma Australiana que era incomodada na praia
por um golfinho macho, muito abusado, que insistia em se
mostrar excitado com a presença dela dentro da água.
Ainda na Austrália, nas costas do lado oeste, chamado de
"Outback", há uma
praia chamada Monkey Mia, onde uma grupo de golfinhos
vem pedir comida diariamente tendo já se tornado uma
atração conhecida internacionalmente. Aqui no Brasil, em Santa
Catarina, sempre houve uma parceria entre os Botos
Franciscana e
golfinhos de um lado, e pescadores, do outro. Os golfinhos
vêm e empurram os peixes para as redes, acuando-os,
dando tempo para que se fartem e ainda sobre muito para
os pescadores. Este conhecimento e parceria é passado de
pais para filhos, tanto do lado humano como dos
golfinhos!
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Golfinho de Héctor |
Golfinho
Nariz de Garrafa (Flipper) |
Golfinho Rotador |
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Cephalorhynchus
hectori |
Tursiops truncantus |
Delphinus delphis |
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Entretanto, os
golfinhos apesar de serem a imagem da candura e pureza,
parecem ter também um outro lado. Um documentário
apresentado recentemente num dos canais de TV por
assinatura, procurou mostrar este lado não tão
conhecido; de como na realidade perseguiam e matavam
alguns golfinhos menores (as chamadas Vaquitas ou
Marsuínos), nas costas da Escócia, num
comportamento inexplicável e intrigante. Contudo, tal
comportamento não é tão incomum pois é mais aparente nas
Orcas. As Orcas,
também são golfinhos e não baleias como se pensa - e
dentro de seu cardápio, incluem os outros golfinhos. Matam
e comem golfinhos menores como o chamado Flipper e
outros. Quando um bando de golfinhos pressente um bando
de Orcas nas proximidades, morrem de pavor e
imediatamente batem em retirada. A BBC em seu
documentário extraordinário, O Planeta Azul (Blue Planet), mostrou um bando de
Orcas, que agindo de forma planejada e em conjunto,
desgarraram uma baleia azul bebê de sua mãe para afogá-la e
matá-la a dentadas, para afinal comerem apenas a língua
e parte do maxilar. São animais fantásticos com
comportamentos inexplicáveis ou que talvez de alguma
forma expliquem o porquê, nós mesmos, possuímos matizes
e ímpetos
de violência tão grandes em nossa personalidade.
Contudo, é bom recordar, que nós, humanos, não podemos impor um
julgamento à outras espécies pois as mesmas não sendo
humanas, são alheias à chamada ética ou moral humana, o
que assim as isenta de todo e qualquer julgamento.
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mergulhando no azul |
Orcas - também são
golfinhos |
em mar aberto |
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Nem todos os golfinhos
são parecidos. Aparentam ser, contudo, há
muitas espécies e que são muito diferentes. A maioria vive no
mar mas também há as espécies dos rios. Os
Golfinhos podem ser Golfinhos propriamente ditos, os
Botos, as Orcas (que também são golfinhos) e os erroneamente
chamados de Peixe-Porco (pois não são peixes, mas sim
mamíferos). São chamados de Peixe-Porco devido aos
viajantes do século 16 que ao atravessarem os mares e
morrendo de fome, apanhavam muitos deles com arpões,
pois inocentemente nadavam ao lado dos navios sem sequer
desconfiarem que estavam sendo...um alvo. Jean de Léry,
viajante Francês que cruzou o Atlântico desde a Europa
até a França Antártica, atual, Rio de Janeiro, conta o
que viu nessa viagem envolvendo os golfinhos:
"(...) os golfinhos são de duas
qualidades, uns de focinho achatado imitando um bico de
pato, outros ao contrário de focinho redondo (...)
quando o mar se agita, surgem esses golfinhos
repentinamente à tona d'água, mesmo à noite e tornam o
Oceano quase verde. É um prazer ouvi-los roncar e fungar
como porcos (...) apanhamos na ida cerca de vinte e
cinco (...) Com referência às partes internas (...)
parece um verdadeiro porco aberto e dependurado (...) no
ventre de alguns desses peixes acharam-se filhotes, que
assamos como leitão (...)"
Orcas, Golfinhos e
Botos possuem um bico/boca mais ou menos alongado
dependendo da espécie. Os chamados Peixes-Porcos e as Vaquitas (como são chamados
os primeiros em algumas regiões da
América do Sul e a Vaquita no México) ou ainda o Golfinho de Hector na Nova
Zelândia, não possuem um bico protuberante, mas apenas
uma boca "rasgada" na fronte, que lembra muito a do atum (que é um peixe).
A Vaquita infelizmente é atualmente o delfinídeo que
corre o maior risco de extinção, restando apenas acerca
de 300 indivíduos na Califórnia do Sul, no México. Os botos mais conhecidos do Brasil são os de rio e
os de água salgada. Os de rio são basicamente o Tucuxi do Amazonas
(muito parecido com o Flipper, mas de tamanho bem menor)
e o Boto - Cor-de-Rosa. Este último é quase cego pois o
meio dos rios em que vive na Amazônia, possui águas
muito escuras, os que determinou a evolução do seu sonar
e a atrofiamento dos olhos. Ambos deram origem a diversas
lendas nas quais acreditam piamente as populações
ribeirinhas. A Rede Globo mostrou há pouco tempo a
história de uma mulher que no quintal de casa, que dá
para o Rio Amazonas, fez amizade com um grupo de botos que ali
aparece todos os dias e fazem a maior festa. A
mesma matéria foi veiculada pelo Jornal O Estado de São
Paulo em seu Suplemento de Viagem em 06.09.05. Os botos de água salgada, são os
da espécie Franciscana, hoje em dia muito comuns em
Ubatuba e que até os anos 50 e início dos anos 60, podiam ser vistos na
Barra em Itanhaém. Em Itanhaém, podem ser vistos de
barco, fora da costa, mas raramente, ao contrário do que
ocorre no Litoral Norte de São Paulo. Os golfinhos mais
comuns no Litoral Sul de São Paulo são o Delphinus Delphis e os Tursiops
Truncatus ou Flipper.
Outros mamíferos dos
rios são os chamados Peixes-Bois que foram impiedosamente
caçados pelas populações ribeirinhas que quase os
levaram à extinção. Manso, pacífico e lento eram presa
fácil para os caboclos ignorantes que os caçavam com
suas canoas, arpoando-lhes as costas e depois de
amarrá-los, os matavam por asfixia, introduzindo dois
pequenos bastões de madeira nos orifícios das narinas.
Nem mesmo um monstro poderia imaginar pior tortura. Hoje
estão sendo preservados graças aos esforços do IBAMA e
de várias "Ongs" ambientalistas como o Greenpeace e o
WWF (World Wide Fund). Existem no mundo também os Peixes-Bois de água salgada,
os quais são
também chamados de Dugongos. Aqui no Brasil eram comuns desde o
Litoral Norte de São Paulo, Rio de Janeiro e Nordeste.
Hoje em dia, alguns ainda sobrevivem no mar ao longo de
algumas poucas praias isoladas do Litoral do Nordeste.
Sempre associamos aos
golfinhos a imagem do chamado "Flipper" ("Nadadeira", em
Português), astro do famoso seriado de TV dos anos 60.
Ele é da espécie Bottlenose Dolphin -
Tursiops Truncatus (golfinho nariz de
garrafa, pelo formato de seu bico). No Brasil, freqüenta
esporadicamente as baías de Angra, Paraty e Ubatuba,
preferindo o mar aberto. Por isso mesmo, freqüenta o mar de
Itanhaém e as vizinhanças das Ilhas Queimada Grande, Queimada Pequena
e Laje de Santos, onde são regularmente avistados em
bandos, seguindo os
barcos de passeio e dando sempre um show à parte.
No final dos anos 70
havia um golfinho cativo no Oceanório de São Vicente,
triste e miseravelmente mantido num tanque sujo com as águas
totalmente turvas e
esverdeadas, cheias de limo; retrato sem nenhum retoque
da crueldade sádica humana. Hoje em dia, as pessoas, ao menos as
um pouco mais esclarecidas, deveriam se
conscientizar que esses mamíferos são animais
inteligentes e evoluídos, exatamente como nós, que nos
dizemos, "humanos". Contudo, são
capturados para viver em cativeiro, em tanques muitas
vezes pequenos, para mero deleite egoístico e circense, haja vista o
desequilíbrio mental daqueles que vêem beleza no
sofrimento alheio. Esses mamíferos sofrem muito com a falta
de espaço, vivendo em estresse permanente e morrendo de
fato apenas para o capricho egoísta de mero deleite do
público ignorante e mal informado que ainda acha que só
gente tem alma e o resto "está aí" para "servir". Há ONGs e programas
internacionais de preservação da vida marinha que estão
forçando os governos e os chamados "aquários" a não mais
capturarem esses cetáceos.
Recentemente foi
lançado um filme nos Estados Unidos da América mostrando
o massacre de mais de 20 mil golfinhos e botos, todos os
anos, em Taiji, no Japão, para que a carne com
altíssimos níveis de mercúrio seja vendida no Japão e na
Ásia "rotulada de carne de baleia". A maior parte do
mundo não sabe o que está acontecendo em Taiji, pois
tudo é feito às escondidas do público e da imprensa. O
foco da campanha social para o filme "The Cove", que
mostrou toda esta barbárie é que se coloque um fim na
venda de carne ilegal e contaminada assim como parar vez
por todas com o massacre. Visite:
www.takepart.com/thecove
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compartilhe, não promova, não compre entradas, não apoie, equer participe dessas exibições públicas, as quais
não passam da mais atroz crueldade. Se você ama a vida e
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Nota: as imagens aqui apresentadas são apenas
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